11 de set de 2009

Que danem-se todos!




Todo limite um dia chega, e o meu vem chegando desde muito tempo. Sempre tento ser resistente no tangente a uma mudança de atitude por pensar que os outros não precisam pagar pelo que sinto. Mas chega, meu limite foi tão apunhalado por tanta gente que eu já mudei. Não estou comunicando nem solicitando, estou informando um ocorrido no passado: EU ME TORNEI O QUE TODOS ME SÃO.


Sempre fui o tipo de pessoa que sempre estava pronta pra estender a mão, o braço, os ouvidos, o ombro, o dinheiro e o que mais eu tivesse em mãos para oferecer em prol de um maior conforto a qualquer pessoa que me aparecesse. Mas nem isso vale a pena. Eu sempre me doando e os outros sempre me fodendo, essa é que é a verdade.


Uma coisa que me incomoda muito é a conveniência das pessoas. Como assim? Conveniência mesmo, aquela procura quando precisam de algo. Gente que nem me olhava na cara, quando tinha um problema que eu poderia resolver, ou tomar a frente para ajudar, vinha como se fosse amizade de infância e como se eu fosse a melhor pessoa do mundo pra resolver seu problema. Odeio isso, gente que só procura pra pedir. Pra esse grupinho, eu venho dando a solução há algum tempo: msns devidamente bloqueados. Eu existo pra coisas além de ajudar.


Outra coisa que me incomoda é a INconveniência: as pessoas sabendo que tu estás altamente envolvida na solução de um problema pessoal que parece insolúvel, e vem a criaturinha com um problema similar e quer que resolvas o dela também. Solução pra essa gente preguiçosa: só olho pra cara desse grupo, baixo minha cabeça e sigo com a MINHA solução. Virem-se idiotas! Se eu tenho capacidade, eles também tem.


Mas pior que os dois grupos anteriores, que são pessoas previsíveis por já terem perfis conhecidos, é o grupo dos falsos amigos. Desses eu tenho aos montes. E eu nunca aprendia a lidar, a resolver. Mas chega de levar na cara. Gente que quando EU preciso de um apoio me enche de grito ou faz aquela cara de “é a vida” e nem pra me aconselhar se presta ou que faz que não ouve ou, o que é ainda melhor... ouve e espalha o que ouviu não merece absolutamente nada proveniente de mim.


Vou desenhar algumas ocasiões: certa vez eu vinha passando uma situação horrível, que vinha me fazendo sofrer muitas coisas que eu nem imaginava, e procurei uma pessoa que se dizia leal a mim para ao menos poder desabafar, porque a solução cabia apenas a mim, e essa pessoa leal me mandou calar a boca porque eu falar não ia dar em nada e que ela já estava de saco cheio de gente azucrinando. Nunca mais toquei no assunto e segui sendo leal a esta pessoa super tolerante com o problema alheio. Meses depois a dita pessoa passou pela mesmíssima situação e eu, por meses a fio, ouvi os reclames dessa pessoa a respeito da ocasião, aconselhava e consolava e a pessoa não se dava conta do quão repetitiva vinha sendo. Passados 3 meses de pura audição eu tentei conversar sobre as coisas que eu vinha vivendo, coisas rotineiras, e a pessoa ignorava as minhas falas pra voltar ao único assunto desenvolvido por meses a fio. Quando o problema passou, adivinha: a pessoa esqueceu que eu existia e me ignorava.


Já fui apunhalada pelas costas por gente em quem eu confiava cegamente, já fui roubada por amigos “fiéis”, já fui escanteada por pessoas que jamais me abandonarão, já ouvi problemas até de inimigos e fui cortês e apoiadora. Já opinei pra gente que não ouve nem os próprios pensamentos. Já cuidei doentes que me amarão para sempre mas que nem me olham no rosto. Já vivi demais e desacreditei.


Não peço reconhecimento nem agradecimento, nem porra nenhuma. Eu só queria uma pessoa em quem eu pudesse contar na hora ruim, porque na hora boa até a minha bebida é mais gostosa. Eu sabia que o dia viria, mas nunca realmente pensei que um dia eu simplesmente me tornaria seca a ponto de não apoiar mais ninguém a não ser a mim mesma. Acho que o dia do meu cansaço chegou. E se eu posso ser tão boa para os meus queridos amigos, eu posso ser ótima para mim mesma. Estou partindo do coletivo para o individual, vou ser auto-suficiente. Quer dizer, eu já era isso de certa forma, né??


Sempre apoiando os outros e sempre tomando na cara pelas mãos das próprias pessoas que apoiei... agora vou focar meus esforços em mim mesma e ignorar os demais. Não quero ser como eles, eu quero ser PIOR que eles, essa gente pidona e ignorante que só pensa em si e em usar os demais.

2 comentários:

Leonardo disse...

É foda debby. O mundo é foda. Foda entender as pessoas. Sei lá...

hamada_chaves disse...

Já vivenciei muito do que descreveste nesse post...e hoje em dia, aprendi a "excluir" definitavamente os inconvenientes de minha vida, sem ficar com a consciência pesada por isso. Com o passar do tempo, a gente aprende tanta coisa nessa vida... aprende principalmente a dizer NÃO, mesmo que isso possa parecer egoísmo aos olhos alheios...mas como disseste: "Danem-se..."
Beijocas, querida Debby!